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Desenvolvimento Motor Infantil

O processo de desenvolvimento do ser humano compreende uma complexa seqüência de eventos fisiológicos e mudanças comportamentais que se iniciam na concepção até a vida adulta e morte.
Desde a fecundação, as células responsáveis pelo processo de formação do feto participam de uma série de situações em que se multiplicam e se transformam com a finalidade de gerar um organismo íntegro, maduro e harmônico para o seu funcionamento.
Os eventos morfológicos mais significativos são processados até 24 semanas de idade gestacional. A partir deste momento há um maior aprimoramento e especificidade do processo de desenvolvimento anátomo-fisiológico, que em alguns casos, são concluídos ainda intra-útero, como a formação dos órgãos, enquanto que em outros, estendem seus processos após o nascimento até que sejam concluídos, como é o caso da capacidade motora, pois se os movimentos fossem amplamente desenvolvidos ainda na fase gestacional não seria possível a passagem da criança pelo canal do parto.
No entanto, embora a maior especificidade motora seja adquirida após o nascimento ao longo do primeiro ano de vida, nas 12 últimas semanas de idade gestacional os movimentos fetais são intensificados e realizados contra a resistência das paredes elásticas do útero, contribuindo para o desenvolvimento da força muscular, especialmente dos membros inferiores, sendo esta a principal razão dos denominados “chutes” sentidos pelas gestantes. Desta forma, o acompanhamento pré-natal e todos os aspectos de saúde que envolvem mãe e filho são essenciais também para o desenvolvimento global da criança extra-útero, especialmente quando se diz respeito ao desenvolvimento motor.
A partir do nascimento a motricidade é submetida a um processo de transição, cujos os movimentos livres experimentados intra-útero, são agora restritos pela gravidade, este fato acrescido ao desenvolvimento das conexões nervosas que vão se tornando gradativamente mais complexas, a integridade da função e desenvolvimento dos músculos, elementos sensoriais, morfológicos, da tarefa a ser realizada frente às condições ambientais, entre outros, formam um conjunto de fatores que favorecem a especificidade motora ao longo dos primeiros anos de vida.

acompanhamento pré-natal e todos os aspectos de saúde que envolvem mãe e filho são essenciais também para o desenvolvimento global da criança extra-útero, especialmente quando se diz respeito ao desenvolvimento motor.
A partir do nascimento a motricidade é submetida a um processo de transição, cujos os movimentos livres experimentados intra-útero, são agora restritos pela gravidade, este fato acrescido ao desenvolvimento das conexões nervosas que vão se tornando gradativamente mais complexas, a integridade da função e desenvolvimento dos músculos, elementos sensoriais, morfológicos, da tarefa a ser realizada frente às condições ambientais, entre outros, formam um conjunto de fatores que favorecem a especificidade motora ao longo dos primeiros anos de vida.
É partindo deste rico e dinâmico universo da motricidade humana que se torna essencial o acompanhamento de todo os processo de desenvolvimento infantil através de visitas periódicas ao pediatra e intervenção Fisioterapêutica e/ou multiprofissional quando necessário.

 

Síntese da cronologia motora infantil

  • 1 e 2 Mês: A criança apresenta uma postura flexora e mais “durinha”, semelhante à posição fetal, é mais intensa no primeiro mês, mas ainda persiste no segundo mês.
  • 3 e 4 Mês: Diminue esse padrão flexor, agora a criança inicia movimentos mais livres, coloca as mãos na linha média, ou seja, consegue aproximar as duas mãos juntas na região do tórax.
  • 5 e 6 Mês: Leva os pés a boca, inicia o sentar (com e depois sem apoio)
  • 7 e 8 Mês: Senta sem apoio, inclina-se para frente, inicia o engantinhar.
  • 9 e 10 Mês: Fica em pé e anda com apoio
  • 11, 12 até 15 Mês: Marcha independente

 

Siomara Malta Nicacio

Crefito 3/32149-F

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